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14 casos confirmados de intoxicação por bebidas e 41 presos em SP

Polícias Civil e Militar, apreendeu mais de 50 mil garrafas suspeitas de falsificação e prendeu 41 pessoas

Por Danielle MOLNAR - DHoje Interior · 2 min de leitura

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Foto: Divulgação SSP
Em uma série de operações realizadas em bares, distribuidoras e fábricas clandestinas em todo estado de São Paulo, a Polícia Científica, em conjunto com as polícias Civil e Militar, apreendeu mais de 50 mil garrafas suspeitas de falsificação e prendeu 41 pessoas. Entre os detidos está o maior fornecedor de materiais para adulteração de bebidas do estado, capturado na zona norte da capital, na última sexta-feira, 3.

O trabalho da Polícia Científica começa com a análise das embalagens pelo setor de Documentoscopia, que examina rótulos, selos e tampas para identificar falsificações ou reutilização de garrafas originais. Em seguida, as amostras passam pelo Núcleo de Química, onde equipamentos como espectrômetro de massa e cromatógrafo detectam e medem a presença de metanol, substância tóxica que pode causar cegueira e até a morte em doses elevadas.

O estado de São Paulo registra, até o momento, 192 casos relacionados ao consumo de bebidas adulteradas: 14 foram confirmados, com laudos atestando a presença de metanol e circunstâncias que indicam ingestão da substância; 178 ainda estão em investigação, aguardando exames laboratoriais e análise das circunstâncias de ingestão. 

Entre esses casos, nove mortes são associadas ao consumo de bebidas adulteradas, sendo duas confirmadas com laudos e sete em investigação. Outros 15 casos foram descartados após análise clínica.

Segundo os peritos, as bebidas adulteradas apresentam concentrações de metanol muito superiores às encontradas em produtos regulares, tornando o consumo extremamente perigoso. Cada etapa do trabalho, desde a análise das embalagens até os testes químicos, é crucial para garantir a segurança da população e fornecer provas robustas para investigações e processos criminais.
 
No total, cerca de 60 operações foram realizadas em bares, festas, distribuidoras e fábricas clandestinas. Em apenas sete dias, mais de 7 mil garrafas com suspeita de falsificação foram apreendidas no estado, além de tampas, rótulos e outros insumos usados na produção. 

Não há registros de casos na região de Rio Preto.

DIRETO DA REDAÇÃO

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