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Ex-bispo de Catanduva suspeito de abuso sexual contra padre vai a julgamento em outubro

Audiência de instrução, debates e julgamento de Dom Valdir Mamede acontecerá no Fórum de Catanduva

Por Luiz Aranha - Gazeta · 2 min de leitura

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Foto: Arquivo pessoal
O ex-bispo de Catanduva (SP), Dom Valdir Mamede, deverá ser julgado pela Justiça no dia 27 de outubro de 2026, às 13h30, no Fórum de Catanduva. A audiência de instrução, debates e julgamento foi marcada pela Justiça no processo em que o religioso responde a uma ação penal por suspeita de estupro.

A ação tramita sob segredo de justiça na 2ª Vara Criminal e Anexo da Infância e da Juventude de Catanduva. O processo foi aberto após o Ministério Público oferecer denúncia contra o ex-bispo, que, conforme já mostrado pela Gazeta, é suspeito de abuso sexual envolvendo um padre e também seminaristas.
Na decisão mais recente, a Justiça informou que Dom Valdir foi citado pessoalmente e apresentou resposta à acusação dentro do prazo. O juiz também afastou, neste momento, a possibilidade de rejeição da denúncia ou de absolvição sumária, entendendo que o caso exige a produção de provas durante a instrução processual.

Com isso, foi designada a audiência para 27 de outubro, às 13h30, quando deverão ocorrer os atos previstos para a instrução, os debates entre acusação e defesa e o julgamento do processo.

A Justiça também informou às partes que existe a possibilidade de realização do ato de forma presencial. Caso não haja manifestação dentro do prazo estabelecido, o silêncio será interpretado como concordância com a realização da audiência em formato híbrido.

A denúncia do Ministério Público foi recebida pela Justiça em 30 de junho de 2026, quando Dom Valdir passou à condição de réu. Na ocasião, o juiz determinou que o acusado fosse citado para apresentar defesa e manteve o processo sob segredo de justiça, medida prevista para casos dessa natureza.

Ainda naquela decisão, a Justiça negou o pedido de aplicação de medidas cautelares contra o ex-bispo. Segundo o magistrado, Dom Valdir atualmente mora distante da suposta vítima e não exerce mais autoridade religiosa sobre ela, não havendo, naquele momento, elementos que justificassem as medidas solicitadas.

O recebimento da denúncia e a realização do julgamento não significam condenação. A responsabilidade criminal do acusado ainda será analisada pela Justiça após a produção das provas e a manifestação das partes.

A defesa de Dom Valdir Mamede não foi localizada para comentar sobre o julgamento.

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