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Potirendaba e Tabapuã (SP) rejeitam proposta bilionária de Tarcísio para saneamento e mantêm sistemas próprios de água e esgoto
Municípios do noroeste paulista não aderiram ao programa Universaliza SP, que prevê concessões regionalizadas até 2060
Por Redação
12 de Maio de 2026 às 09:26
Duas cidades do noroeste paulista decidiram, ao menos por enquanto, ficar fora do programa bilionário de saneamento lançado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Potirendaba (SP) e Tabapuã (SP) não aderiram ao Universaliza SP, iniciativa estadual que prevê concessões regionalizadas para ampliar serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto até o ano de 2060.
O programa prevê cerca de R$ 2,5 bilhões em investimentos para 23 cidades da região de São José do Rio Preto (SP), dentro de um modelo duvidoso que envolve participação da iniciativa privada e regionalização dos serviços de saneamento.
Em Potirendaba, os investimentos previstos seriam de R$ 90,3 milhões até 2033 e R$ 199,9 milhões até 2060. Já Tabapuã teria previsão de R$ 39,5 milhões até 2033 e R$ 88,8 milhões até 2060.
Apesar dos valores, as duas cidades optaram por não aderir neste momento. O principal motivo é que ambas já possuem sistemas próprios de abastecimento e tratamento de esgoto considerados eficientes pelas administrações municipais.
Potirendaba conta atualmente com o SAEP, sistema municipal próprio de água e esgoto, considerado autossuficiente. A cidade possui baixos índices de reclamação por falta d’água e mantém estrutura própria de tratamento de esgoto.
Em nota, a Prefeitura de Potirendaba informou que, após análise técnica e administrativa, concluiu que não há necessidade de adesão ao programa neste momento.
“A Administração entende que, neste momento, não há necessidade de adesão ao programa, mantendo seu compromisso com a responsabilidade na gestão pública, a continuidade dos serviços prestados e os investimentos permanentes na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos”, informou o município.
Já a Prefeitura de Tabapuã afirmou que realizou apenas o cadastro inicial, mas segue estudando a viabilidade da proposta.
“Caso seja favorável para a população, poderá ser implantado futuramente. Porém, até o momento, o município ainda não aderiu ao programa”, informou a administração municipal em nota.
Nos bastidores políticos e administrativos, o programa estadual vem sendo visto por algumas cidades como uma forma indireta de pressionar municípios que ainda mantêm sistemas próprios a aderirem a modelos de concessão ou terceirização dos serviços de água e esgoto no futuro.
Hoje, tanto Potirendaba quanto Tabapuã não são abastecidas pela Sabesp e mantêm autonomia sobre seus sistemas municipais. Gestores temem que, no futuro, cidades fora do modelo estadual acabem tendo que arcar sozinhas com altos custos de manutenção e investimentos obrigatórios previstos pelo Novo Marco Legal do Saneamento.
O Governo de São Paulo afirma que o Universaliza SP busca auxiliar municípios a atingirem as metas nacionais de saneamento até 2033, incluindo 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. O programa também prevê ganhos de escala, investimentos privados e criação de fundos municipais para infraestrutura.
A reportagem procurou o Governo do Estado para esclarecer os detalhes e o real objetivo do programa, além dos impactos para municípios que decidirem não aderir, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno.
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