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Imagem: Reprodução
Na Copa do Mundo da TV, experiência é um ativo importante e imprescindível
Não se trata apenas de nostalgia, mas de reconhecer o peso da vivência
Por Flávio Ricco / Luiz Henrique Oliveira
08 de Maio de 2026 às 09:47
Em contagem regressiva, faltando só 34 dias, esta próxima Copa do Mundo marca uma mudança relevante no modelo de transmissão no Brasil.
A TV Globo deixa de atuar sozinha, abrindo espaço para o SBT e a CazéTV, o que, além de configurar um novo desenho, amplia a oferta, diversifica linguagens e atende telespectadores de diferentes perfis.
Mas não é só por aí que as mudanças chamam atenção.
Em relação ao último mundial, o de 2022, teremos agora a ausência de nomes importantes. Primeiro, Luís Roberto, para poder se dedicar totalmente ao seu tratamento. Nada mais justificado.
Mas também outros, como Cleber Machado, Milton Leite, Maurício Noriega e Jota Júnior, o que, no fim, expõe um ponto sensível: o equilíbrio entre troca de valores e experiência.
A renovação, claro, sempre será necessária e inevitável, até para acompanhar as transformações do consumo e da própria linguagem esportiva.
No entanto, abrir mão de profissionais com trajetória consolidada em um evento da dimensão de uma Copa do Mundo levanta questionamentos.
Não se trata apenas de nostalgia, mas de reconhecer o peso da vivência, da leitura de jogo e da credibilidade que esses nomes carregam.
Em coberturas desse porte, experiência costuma ser ativo, não excesso. E, nesse sentido, fica a dúvida: ao priorizar o novo, a TV não corre o risco de renunciar, cedo demais, a vozes que poderiam agregar, e muito, à qualidade da transmissão?
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