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Obras na Washington Luís devem ser concluídas em 2028

Pacote de R$ 450 milhões prevê 11 viadutos, marginais e novas faixas entre Rio Preto, Mirassol e Cedral; parte das intervenções deve ser entregue ainda neste ano

Por Redação · 5 min de leitura

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Foto: Reprodução
As obras de ampliação da Rodovia Washington Luís (SP-310), no trecho entre São José do Rio Preto, Mirassol e Cedral, tiveram o prazo de conclusão prorrogado para 2028. A previsão inicial era finalizar os trabalhos no primeiro semestre de 2027, mas o atraso na obtenção da licença ambiental comprometeu o cronograma em aproximadamente um ano. O pacote prevê R$ 450 milhões em investimentos, com implantação de faixas adicionais, vias marginais, novos viadutos e melhorias nos acessos à rodovia.

Segundo Ludovico José Simões Matias, coordenador de Obras da Ecovias Noroeste Paulista, algumas intervenções já foram liberadas para o tráfego. É o caso das terceiras faixas entre os quilômetros 452 e 445, no trecho entre Mirassol e a região da zona Norte de Rio Preto, nos dois sentidos da pista.

“Isso já traz uma melhoria significativa para quem segue na rede”, afirmou Matias durante entrevista. A ampliação das faixas busca aumentar a capacidade de circulação e reduzir os congestionamentos em um dos principais corredores rodoviários da região.

O cronograma da concessionária prevê novas entregas até o fim de 2026, entre elas intervenções na subida da Polícia Militar Rodoviária, o alargamento de quatro viadutos e a implantação de um dispositivo de acesso entre Cedral e Potirendaba. Também começaram as obras de marginais em Mirassol e na região do clube Monte Líbano.

“Para este ano, a previsão é que entreguemos até a subida da Polícia Rodoviária, o alargamento dos quatro viadutos que estão em execução e o dispositivo de acesso de Cedral a Potirendaba”, disse o coordenador.

MARGINAIS E VIADUTOS

O projeto prevê 26,94 quilômetros de faixas adicionais e 15,7 quilômetros de vias marginais. As estruturas terão duas faixas de rolamento em cada sentido e deverão separar o tráfego de longa distância da circulação local, com o objetivo de melhorar a fluidez e a segurança viária.

As marginais serão independentes da pista principal da Washington Luís e das vias municipais já existentes. Para garantir a continuidade do sistema, estão previstos novos viadutos nas regiões das avenidas Murchid Homsi, Alberto Andaló e Bady Bassitt.

“Como a marginal é independente da Washington Luís e da marginal local existente, nós vamos construir um viaduto novo”, explicou Matias.

O pacote também inclui a construção de um viaduto transversal à rodovia na rua Antônio de Godoy, para conectar os dois lados da cidade. Ao todo, estão previstos 11 novos viadutos, além do alargamento de outras estruturas existentes.

Outra intervenção considerada estratégica é a construção de um viaduto elevado no entroncamento da Washington Luís com a BR-153. A obra deverá reorganizar o movimento dos veículos que saem de Rio Preto para acessar a rodovia no sentido Brasília, ponto que registra congestionamentos frequentes.

“Aquele movimento que hoje o motorista faz saindo de Rio Preto para entrar na BR, no sentido Brasília, será melhorado por meio de um viaduto elevado. Aquele congestionamento diário naquela região será sanado com esse viaduto”, afirmou o coordenador.

O projeto também contempla a ampliação das terceiras faixas até o entroncamento com a BR-153 e, posteriormente, até o quilômetro 432, nas proximidades do condomínio Quinta do Golfe.

ATRASO NO CRONOGRAMA

De acordo com Matias, a demora na emissão da licença ambiental provocou a revisão do prazo de entrega. “Inicialmente, o cronograma era previsto para o primeiro semestre de 2027, só que, com a licença ambiental em atraso, tivemos que estender o prazo por volta de um ano. A previsão é para 2028 a conclusão de todos os trabalhos”, declarou.

O investimento de R$ 450 milhões anunciado pelo governo estadual corresponde a uma estimativa feita em 2023. Segundo o coordenador, o montante deverá ser atualizado pela correção monetária até a conclusão das obras.

A concessionária mantém reuniões com as prefeituras de Rio Preto, Mirassol e Cedral para discutir os projetos e alinhar as intervenções rodoviárias às necessidades do sistema viário urbano.

“Temos reuniões constantes com as três prefeituras, expondo o projeto, as melhorias e discutindo ideias para que seja o melhor para os municípios”, afirmou Matias.

RETIRADA DE ÁRVORES

A implantação das marginais também exige a retirada de árvores ao longo do trecho em obras. Segundo o coordenador, a supressão foi autorizada pelo licenciamento ambiental e necessária para a construção das novas pistas.

“Todas essas árvores foram licenciadas na licença ambiental que temos para a execução da obra. Foi necessário removê-las porque é onde vai a marginal”, explicou.

De acordo com Matias, as árvores exóticas serão doadas em pedaços, enquanto as espécies nativas serão trituradas e destinadas conforme as exigências da licença ambiental. A concessionária informou que foram retiradas 1,4 mil árvores.

Após a conclusão das intervenções, equipes da concessionária deverão monitorar o comportamento do tráfego e os indicadores operacionais para avaliar os resultados das melhorias.

Enquanto as obras continuam, Matias pede cautela aos motoristas que utilizam a rodovia. “Peço aos motoristas que tenham paciência e prudência. Além da segurança de quem trafega, precisamos zelar pela segurança das pessoas que estão trabalhando lá”, afirmou.

Ele também orientou os usuários a respeitar a sinalização e manter distância segura dos veículos à frente. “O transtorno de hoje é a melhoria definitiva de amanhã”, concluiu.

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