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Região soma 7,5 mil casos de dengue e uma morte em Mendonça (SP)

Ibirá tem 92 casos confirmados e lidera os registros entre as cidades menores da região

Por Gazeta do Interior · 4 min de leitura

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Foto: Reprodução
Mendonça (SP) confirmou a primeira morte por dengue em 2026 entre os municípios do levantamento regional. A região já ultrapassa 7,5 mil casos confirmados e quase 9 mil prováveis.

A morte em Mendonça foi de uma mulher de 79 anos, que morreu no dia 9 de agosto de 2026. Segundo as informações apuradas, ela fazia tratamento de hemodiálise três vezes por semana em Rio Preto e estava internada no Hospital de Base, onde recebeu o diagnóstico de dengue.
Em São José do Rio Preto, são 5.075 confirmações, enquanto Ibirá contabiliza 92 casos, o maior número entre os municípios de menor porte da Região, desconsiderando Rio Preto e Catanduva.

Dados do painel de Arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontam que a Divisão Regional de Saúde (DRS) de Rio Preto, que abrange municípios do noroeste paulista, soma 7.529 casos confirmados de dengue desde janeiro de 2026. Desse total, 7 pacientes tiveram a forma grave da doença.

A região também contabiliza 8.927 casos prováveis e três mortes confirmadas até o momento, sendo uma delas em Mendonça, no noroeste do Estado. Os números consideram registros acumulados no ano e estão sujeitos a atualizações.


Rio Preto concentra a maioria dos casos


Levantamento realizado pela Gazeta do Interior com dados municipais mostra que Rio Preto concentra a maior quantidade de casos entre as cidades consultadas, com 5.075 confirmações. Catanduva aparece na sequência, com 551 registros.

Entre os demais municípios de cobertura do jornal, Ibirá apresenta 92 casos, seguido por Cedral, com 81; Guapiaçu, com 78; Bady Bassitt, com 52; Urupês, com 40; e Nova Aliança, com 29.

Potirendaba contabiliza 14 casos, enquanto Tabapuã tem 10. Irapuã registra 5, o mesmo número de Mendonça, que confirmou uma morte. Novais e Catiguá têm três casos cada, e Sales registra dois. Elisiário não apresenta casos confirmados no levantamento.

Os dados foram coletados pela reportagem na manhã desta sexta-feira (16/10) e podem ter datas de atualização diferentes das estatísticas consolidadas pela Secretaria de Estado da Saúde e municípios.


Dengue apresenta queda em relação a 2025


Apesar da preocupação com a circulação do mosquito transmissor, os indicadores oficiais divulgados no início de 2026 apontaram uma redução expressiva da dengue no estado de São Paulo em comparação com o ano anterior.

Boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, referente ao período de 4 de janeiro a 28 de março de 2026, registrou 20.315 casos confirmados no estado. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 95,7% nas confirmações e de 98,8% nos óbitos por dengue.

O resultado indica um cenário inicial mais favorável em relação ao ano anterior, que registrou uma epidemia de grandes proporções. No entanto, os números daquele boletim correspondem apenas ao primeiro trimestre e não permitem, isoladamente, calcular a diferença acumulada até outubro.

A dengue apresenta comportamento sazonal, com maior concentração de casos geralmente nos primeiros meses do ano. Mesmo assim, a circulação do vírus pode continuar ao longo dos demais meses, e a ocorrência de chuvas pode favorecer o surgimento de criadouros quando há recipientes com água parada.

Por isso, a redução dos registros em comparação com 2025 não significa que o risco tenha desaparecido. A confirmação de mortes e de casos graves reforça a necessidade de manter as medidas de prevenção.


Prevenção continua sendo essencial


O mosquito Aedes aegypti se reproduz em recipientes que acumulam água. Por isso, a recomendação é verificar regularmente quintais, calhas, caixas-d'água, vasos de plantas, pneus e outros objetos que possam servir de criadouro.

Também é importante manter os reservatórios fechados e eliminar a água acumulada em locais expostos à chuva.

Febre, dor de cabeça, dores no corpo e atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e mal-estar estão entre os sintomas mais comuns da dengue. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e tontura podem indicar agravamento e exigem avaliação médica imediata.

A orientação é procurar atendimento de saúde diante de sintomas suspeitos e evitar a automedicação, especialmente com medicamentos que possam aumentar o risco de sangramento.

DIRETO DA REDAÇÃO