Operação prende pastor e programador suspeitos de exploração sexual
Investigação começou em 2024 e identificou suspeitos de receber, compartilhar e comercializar material de abuso sexual de crianças e adolescentes
Por Redação · 3 min de leitura
A ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Votuporanga, Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto, com o objetivo de identificar pessoas envolvidas no recebimento, compartilhamento e comercialização de material de abuso sexual de crianças e adolescentes.
Um dos suspeitos foi localizado em Santa Fé do Sul e o outro em São José do Rio Preto, no Jardim Maria Lúcia. Na região, também houve cumprimento de mandado no Jardim Tarraf. Ao todo, foram realizadas quatro buscas em Votuporanga, uma em Santa Fé do Sul e duas em Rio Preto.
As investigações tiveram início em 2024 e ganharam novos elementos em maio de 2025, quando um homem foi preso e materiais foram apreendidos, entre eles um telefone celular que, segundo a investigação, continha grupos e sites utilizados para o compartilhamento de conteúdo de exploração sexual infantil.
A partir da análise desse material, os investigadores chegaram a outras pessoas que, conforme as apurações, recebiam ou adquiriam esse tipo de conteúdo. Em alguns casos, o material era compartilhado gratuitamente e, em outros, comercializado.
Segundo a delegada Edna Rita de Oliveira Freitas, responsável pela investigação, o material apreendido nesta nova etapa será analisado para identificar outros possíveis envolvidos.
“Foi através das investigações, que começaram em 2024, que nós conseguimos chegar a esses suspeitos. Foi uma operação conjunta com a Polícia Civil de Santa Fé do Sul e também com a Delegacia da Mulher de São José do Rio Preto, e conseguimos efetuar as prisões. Principalmente, esse material agora vai passar por uma análise para que possamos começar uma nova fase da operação”, afirmou.
Ainda de acordo com a delegada, a expectativa é de que a análise dos equipamentos e arquivos apreendidos permita ampliar a investigação. “Nós sabemos que a operação vai continuar. Esse material já está para análise para que consigamos fazer um relatório e identificar mais pessoas envolvidas”, disse Edna.
Os materiais recolhidos durante a operação foram encaminhados à DDM de Votuporanga e deverão passar por análise pelos investigadores. A ação faz parte de uma mobilização internacional de combate à exploração sexual infantil coordenada pela Interpol, que reúne operações em diferentes países da Europa, Ásia e América Latina, com previsão de alcançar pelo menos 250 pessoas.
No interior paulista, porém, a investigação é conduzida de forma independente pela DDM de Votuporanga, responsável pelo planejamento e execução das diligências.