Uma confusão envolvendo o vice-prefeito Beto Feres e o vereador Edson Branco, foi registrada na manhã desta segunda-feira (25). Os dois compareceram à delegacia para prestar esclarecimentos, mas apresentaram relatos diferentes sobre o episódio.
Versão do Vice-prefeito
Conforme a versão apresentada por Beto Feres, ele estava em seu gabinete por volta das 9h, participando de uma ligação telefônica, quando ouviu batidas intensas na porta. O vice-prefeito afirma que, antes mesmo de conseguir atender, a porta teria sido forçada pelo vereador Edson Branco, que entrou acompanhado do filho, Renato Scochi, atual chefe de gabinete.
Ainda segundo o relato de Beto, Renato o segurou por trás, impedindo seus movimentos, enquanto o vereador teria iniciado as agressões. O vice-prefeito disse que conseguiu se soltar e reagiu com um golpe — sem conseguir afirmar se foi um tapa ou soco — que acabou atingindo Edson Branco. Após o tumulto, pai e filho teriam deixado o local fazendo ameaças.
Duas servidoras da Prefeitura teriam presenciado parte da discussão. Beto Feres também declarou à polícia que não mantém qualquer desavença pessoal com os envolvidos.
Versão do vereador
O vereador Edson Branco, por sua vez, apresentou outra narrativa sobre o caso. De acordo com ele, o atrito começou no último sábado (23), durante uma partida do Mirassol, em um camarote onde seu filho estava presente. A discussão teria sido motivada por publicações feitas nas redes sociais.
Nesta segunda-feira, segundo o parlamentar, ele foi até o gabinete do vice-prefeito para conversar sobre o ocorrido. Edson afirma que, ao entrar na sala acompanhado do filho, Beto Feres teria partido para cima de Renato Scochi.
O vereador relatou ainda que tentou defender o filho e acabou sendo atingido por um soco na região do olho direito. Segundo ele, sua atitude foi apenas conter o vice-prefeito para evitar novas agressões, sem reagir fisicamente. A lesão no rosto foi registrada.
“Assim que começamos a conversar, ele partiu para a agressão. É isso que acontece com um vereador que está exercendo seu papel de fiscalização”, declarou.
Os envolvidos deverão realizar exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de São José do Rio Preto. A Polícia Civil também deve ouvir testemunhas e solicitar imagens das câmeras de segurança da Prefeitura de Mirassol para auxiliar na investigação.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal e dano ao patrimônio.
A Prefeitura de Mirassol informou que deverá divulgar um posicionamento oficial sobre o caso nas próximas horas.