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Imagem: Samuel Alves de Melo/Arquivo pessoal
Apaixonado por crochê, jovem transforma aprendizado com avó em profissão e terapia: 'Sempre esteve comigo'
Samuel Alves de Melo, de 22 anos, de Guapiaçu (SP), trabalha à noite como recepcionista em hotel e concilia com o crochê. Jovem sonha em montar um ateliê.
Por Desirèe Assis, g1 Rio Preto e Araçatuba
19 de Janeiro de 2026 às 09:41
Entre linhas, agulhas e pontos cuidadosamente calculados, um jovem de Guapiaçu (SP) encontrou no crochê mais do que um hobby: uma profissão, uma terapia e um elo afetivo com a infância. Hoje, ele concilia o trabalho noturno com a produção de peças artesanais que vão de tapetes a amigurumis.
O interesse pelo crochê começou ainda na infância de Samuel Alves de Melo, de 22 anos, quando observava a avó Ana, já falecida, produzir tapetes com habilidade e paciência.
Sem agulha e com apenas um pequeno rolo de barbante, tentou fazer os primeiros pontos por conta própria. A cena sensibilizou a mãe, que decidiu comprar o primeiro novelo e a agulha para o menino, que tinha 11 anos. Foi a vizinha, então, que ensinou os pontos básicos.
Desde o primeiro tapete verde e vermelho, nunca mais parou: começou a inovar, buscar novas técnicas na internet e ampliar a oferta de peças. Hoje, produz tapetes, roupas, amigurumis e outros trabalhos, sempre com apoio da família.
“Quando eu comecei, minha irmã Solange era bem pequena. Eu chamava ela para ver as peças quando terminava, ela dava um beijo e falava ‘está lindo, Muca’. Hoje, o crochê é minha profissão, pois sempre esteve comigo, eu amo fazer”, comenta Samuel.
Samuel conta que nunca teve vergonha de dizer que trabalha com crochê. Ainda assim, as reações com o resultado final costumam surpreender. “As pessoas ficam admiradas por um homem fazendo crochê. É incrível ver essas reações”, afirma Samuel.
Samuel faz “bicos” como recepcionista de hotel no período da noite, mas revelou que não abandona a arte nem durante o expediente. O jovem leva o crochê para o trabalho e, muitas vezes, vende as peças para pessoas que passam pelo local. Ao chegar em casa pela manhã, descansa e logo retoma a produção.
Segundo ele, o tempo de produção varia conforme o tamanho da peça. Amigurumis, por exemplo, costumam ser finalizados em um dia. Sonhador e persistente, ele vê no artesanato um caminho de crescimento. Entre os planos estão o de ampliar a presença nas redes sociais e o de montar um ateliê próprio.
Para guiar a trajetória, Samuel carrega uma frase que, conforme ele, traduz a relação entre a arte e a vida: “A vida é igual ao crochê: tem pontos altos e baixos e todos são importantes. Se não desistirmos nos pontos baixos, alcançamos os pontos altos.”
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