Operação da PF investiga auditor-fiscal de Rio Preto
Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um auditor-fiscal da Receita Federal
Por Daniela MANZANI - DHoje Interior
18 de Fevereiro de 2026 às 09:46
Nesta terça-feira, 17, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um auditor-fiscal da Receita Federal no condomínio de luxo Quinta do Golfe, na Região Sul de Rio Preto.
A operação faz parte de uma investigação sobre possíveis vazamentos de dados sigilosos da Receita envolvendo autoridades. Além da ação no interior paulista, outros três mandados foram executados no Rio de Janeiro, Salvador e Guarujá. Os servidores tiveram seus celulares apreendidos e já prestaram depoimento, mas não houve prisões nem buscas em prédios da Receita.
Os mandados foram expedidos a pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Entre os alvos estão Luiz Antônio Martins Nunes, funcionário do Serpro; Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social cedido à Receita em Salvador; Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social cedida à Receita em Santos; e Ricardo Mansano de Moraes, auditor da Receita Federal em Rio Preto.
Contra eles, o STF determinou medidas cautelares como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas, cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país.
De acordo com a Polícia Federal, em janeiro deste ano o Supremo solicitou à Receita uma auditoria interna para verificar acessos indevidos aos dados de ministros e familiares. Os investigadores querem esclarecer se houve quebra ilegal de sigilo nos últimos três anos.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quais informações teriam sido expostas. Ricardo Mansano de Moraes ingressou na Receita Federal em novembro de 1995, com salário atual de R$ 38.261,86. Atualmente, mora em Rio Preto, mas atua na unidade de Presidente Prudente.
Em posicionamento oficial, o Supremo Tribunal Federal informou que foram identificados múltiplos acessos ilegais aos sistemas da Receita Federal, com posterior vazamento de dados sigilosos de ministros, do Procurador-Geral da República e de familiares. Segundo a PGR, os indícios apontam para violação de sigilo funcional e uso fragmentado de informações para gerar suspeitas artificiais.
A pedido da Procuradoria-Geral da República, o STF determinou medidas cautelares contra quatro servidores, incluindo busca e apreensão, afastamento das funções públicas, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de acesso aos sistemas da Receita e do Serpro, além do cancelamento de passaportes e impedimento de saída do país. Os investigados deverão prestar depoimento à Polícia Federal.
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