HB atinge marca histórica de 1.000 cirurgias robóticas em Rio Preto
Reafirmando sua condição de referência em medicina de alta tecnologia no Brasil
Por REDAÇÃO
09 de Abril de 2026 às 08:02
O Hospital de Base (HB), de Rio Preto, atingiu nesta terça-feira (7) a marca histórica de 1.000 cirurgias robóticas, reafirmando sua condição de referência em medicina de alta tecnologia no Brasil. O procedimento foi realizado em paciente do SUS, utilizando o robô Da Vinci Xi. O HB de Rio Preto foi o primeiro hospital do interior a dispor da plataforma robótica Da Vinci Xi.
A milésima cirurgia robótica foi realizada no pedreiro Manoel Valter Santos, morador de Paulo de Faria, que, após passar a ter dificuldade para engolir e uma dor persistente, descobriu ano passado ter câncer no esôfago. Hipertenso e ex-tabagista, Manoel não se deixou abalar. Após seis ciclos de quimioterapia, ele concordou com a indicação da equipe médica do HB para a cirurgia robótica.
Para o diretor executivo da Funfarme, Horácio Ramalho, a marca evidencia o compromisso social da instituição. "O Centro de Robótica da Funfarme cumpre papel fundamental ao disponibilizar o que há de mais avançado em cirurgias, com menor morbidade, menor mortalidade e rápida recuperação", afirma.
Ele destaca o ineditismo e o impacto desse acesso. "Estamos completando 1.000 robóticas, das quais 30% foram em pacientes do SUS. O Hospital de Base é uma das poucas instituições de saúde do Brasil que oferece esse tipo de tratamento aos pacientes do sistema público de saúde", completa.
Cirurgião do aparelho digestivo e coordenador do programa de cirurgia robótica do HB, Marco Antonio Ribeiro Filho, ressalta que esse volume reflete a responsabilidade institucional com a tecnologia e a segurança dos pacientes. "Nós vivemos o SUS, amamos o SUS. Nós defendemos o SUS e nós acreditamos que com certeza é o melhor plano de saúde que existe, e nós temos que nos orgulhar disso e trazer quanto mais tecnologia for possível para os nossos pacientes do SUS", afirma o médico. Ele conclui "A democratização da cirurgia robótica que a Funfarme Hospital de Base traz é a cereja do bolo que mostra o DNA da nossa instituição: compromisso social, avanço tecnológico e ensino e pesquisa", frisa.
O preparo para garantir a excelência nos procedimentos é rigoroso, como explica Thainá de Oliveira Laluce, enfermeira da cirurgia robótica. "Para a implementação de um serviço de cirurgia robótica envolve muitos processos, principalmente na questão de layout de sala, de dimensionamento de equipe e até de infraestrutura, que precisa ser pensada para acomodar a plataforma robótica, porque ela é muito robusta e pesa cerca de uma tonelada".
Todo esse planejamento tem um único objetivo, segundo a enfermeira. "A gente quer dar essa experiência pro paciente, a gente quer oferecer o melhor que tem de tecnologia e de recursos humanos também aqui no hospital", ressalta.
30% SÃO PACIENTES DO SUS
Atualmente, o robô é utilizado em cirurgias urológicas, tratamento de câncer de próstata, rim e bexiga, e em cirurgias oncológicas do aparelho digestivo, ginecológicas, como histerectomias e miomectomias.
Do total de procedimentos, cerca de 30% serão em pacientes do SUS, beneficiando pacientes do Brasil inteiro, especialmente do interior paulista e de Estados como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. De acordo com o que foi divulgado, foram investidos R$ 12 milhões somente na aquisição do aparelho, sem contar com outros recursos destinados para melhoria da estrutura tecnológica, estrutura física (área com 1.200m²), processos de treinamento e qualificação de profissionais.
Além da assistência inovadora aos pacientes, a cirurgia robótica no Hospital de Base transformou a instituição em um importante polo de ensino.
Horácio Ramalho salienta que "existe um curso contínuo de formações de novos profissionais aliado à assistência de alta qualidade", onde a tecnologia é apresentada aos residentes, cumprindo "todo o papel de ensino, assistência de qualidade e pesquisa com publicações".
O coordenador da robótica, Marco Antonio, endossa essa vocação formadora. "Nós somos um grande centro formador em cirurgia robótica. Temos um programa muito robusto, onde nós conseguimos fazer a formação de novos cirurgiões e eles saem muito bem formados e prontos para o mercado", enfatiza.
Essa qualificação abrange todo o ecossistema cirúrgico, conforme destaca a enfermeira Thainá. "A gente precisa treinar toda a equipe multidisciplinar, tanto a equipe médica, auxiliares, técnicos de enfermagem e instrumentadores. Criamos todo um protocolo do serviço para poder atender o paciente da melhor forma possível, com segurança", conclui.
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