STJD julga Mirassol por confusão contra o Bahia nesta sexta
Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o Mirassol
Por Vinicius LIMA - DHoje Interior
17 de Abril de 2026 às 09:40
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o Mirassol, o técnico Rafael Guanaes e o meia Eduardo por infrações disciplinares que ocorreram no duelo contra o Bahia, no último sábado (11), pelo Campeonato Brasileiro. O julgamento está marcado para essa sexta-feira (17), às 10h, no plenário do STJD no Rio de Janeiro.
Após o segundo gol do Bahia, comissão técnica e jogadores do Mirassol reclamaram de falta em cima de Negueba no início da jogada. O VAR acionou o árbitro Paulo César Zanovelli e a partida levou quase oito minutos para ser reiniciada. Tanto o meia Eduardo, quanto o técnico Rafael Guanaes foram expulsos por reclamação.
O Leão foi enquadrado em três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O primeiro trata da responsabilidade do clube em prevenir ou reprimir desordens (Art. 213). Já o Art. 211 envolve falhas na segurança e organização da partida. Na ocasião, a equipe de arbitragem precisou aguardar mais de 30 minutos em campo após o apito final para conseguir ir para o vestiário sob escolta policial.
Por fim, o Art.191 cita o descumprimento de regulamento. Neste caso, a denúncia se refere ao fato do Mirassol reproduzir o lance que deu origem ao segundo gol do Bahia no telão do Maião. A ação é proibida pela CBF. Entre as possíveis punições estão multas financeiras, perda de mando de campo e interdição do estádio.
Guanaes e Eduardo foram denunciados na esfera individual no Art. 258, que pune atitudes contrárias à disciplina ou à moral desportiva, como protestos excessivos e desrespeito à arbitragem. A punição pode ser de uma a seis partidas.
Depois da partida, o Executivo de Futebol do Mirassol, Paulinho, fez um pronunciamento à imprensa, afirmando que o árbitro teria mandado os jogadores mirassolenses “irem chorar no vestiário”.
“Um árbitro que coloca para o meu atleta que ele tem que chorar no vestiário, desculpa, não pode apitar nunca mais. Isso aqui não é desculpa, a responsabilidade é nossa e nós assumimos. Só que hoje foi uma das maiores vergonhas que eu já vi na minha vida um árbitro fazendo”, afirmou o executivo.
O Mirassol volta a campo no domingo (19), para enfrentar o Internacional, em Porto Alegre.
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