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Imagem: Reprodução
Bady Bassitt (SP) inicia vacinação contra chikungunya em moradores de 18 a 59 anos
Estratégia segue modelo pioneiro aplicado em Mirassol (SP) e utiliza vacina do Instituto Butantan com dose única
Por Redação
23 de Abril de 2026 às 09:43
O Governo do Estado de São Paulo iniciou, nesta quarta-feira (22/04/2026), a vacinação contra a chikungunya no município de Bady Bassitt (SP). A ação segue o modelo do projeto-piloto implementado em Mirassol (SP), que marcou o início da imunização no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. Segundo o Estado, a vacinação será realizada gratuitamente nas unidades de saúde do município, que tem cerca de 29 mil habitantes. Poderão receber o imunizante moradores com idade entre 18 e 59 anos que procurarem atendimento. A vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em abril de 2025 e também já possui autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia. Estudos clínicos apontam que o imunizante é bem tolerado, com efeitos adversos, em sua maioria, leves a moderados, além de apresentar resposta imunológica após apenas uma dose.
Na fase inicial da estratégia nacional, o Ministério da Saúde selecionou 10 municípios em quatro estados para a aplicação da vacina, com base em critérios epidemiológicos e operacionais. Em Mirassol, até a última terça-feira (21), foram aplicadas 5.415 doses. Ensaios clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos demonstraram alta eficácia na produção de anticorpos. Em estudos conduzidos em território norte-americano, cerca de 99% dos voluntários apresentaram resposta imunológica com anticorpos neutralizantes.
Segundo as orientações da Anvisa, a vacina é contraindicada para pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com histórico de hipersensibilidade a componentes da fórmula. O Instituto Butantan também fará o monitoramento dos casos da doença nos municípios participantes, comparando dados entre vacinados e não vacinados para avaliar a efetividade do imunizante em condições reais.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a população deve ficar atenta aos sintomas da doença, como febre alta e dores intensas nas articulações, e procurar atendimento médico ao apresentar sinais suspeitos. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya não possui tratamento antiviral específico. O manejo é feito com repouso, hidratação e uso de medicamentos para alívio dos sintomas.
Em 2025, o estado de São Paulo registrou 7.952 casos confirmados da doença e sete mortes. Já em 2026, até o dia 21 de abril, foram contabilizados 616 casos e dois óbitos.
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