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Imagem: Reprodução

Hipertensão atinge 30% dos brasileiros e avança entre jovens e crianças

Crescimento da hipertensão arterial no Brasil nas últimas duas décadas revela uma relação direta entre mudanças no estilo de vida e o aumento de doenças crônicas.

Por REPORTAGEM/Daniela MANZANI
28 de Abril de 2026 às 10:09

O crescimento da hipertensão arterial no Brasil nas últimas duas décadas revela uma relação direta entre mudanças no estilo de vida e o aumento de doenças crônicas. Dados do Ministério da Saúde mostram que a proporção de adultos diagnosticados com hipertensão passou de 22,6% em 2006 para cerca de 30% em 2023, o maior patamar da série histórica, o que representa um aumento de aproximadamente 7,4 pontos percentuais — ou mais de 30% de crescimento relativo no período.

De estudos e pesquisas de instituições médicas, emergem outro dado muito preocupante: o aumento de casos entre jovens e crianças. Na faixa de 18 a 24 anos, 28% dos homens relatam hipertensão em algumas regiões, superando o público feminino da mesma idade, segundo a Sociedade Brasileira de Clínica Médica. E cerca de 5% das crianças e adolescentes no Brasil já apresentam a doença, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Para a médica cardiologista Adriana Bellini Miola, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto, o aumento de casos de hipertensão em várias faixas etárias resulta de vários fatores. “Esse avanço está diretamente associado ao envelhecimento da população, mas também ao aumento da obesidade, do sedentarismo e da alimentação rica em sódio, fatores que elevam progressivamente a pressão arterial e ampliam o número de pessoas expostas a complicações graves como infarto e AVC”, afirma a cardiologista.

Esse cenário se agrava porque hábitos cotidianos levam a um efeito acumulativo no organismo: o consumo excessivo de sal provoca retenção de líquidos e aumento do volume sanguíneo, o sedentarismo reduz a capacidade cardiovascular e o excesso de peso aumenta a resistência dos vasos, o que eleva a pressão de forma contínua.

Como consequência direta dessa combinação, a hipertensão, que historicamente era mais prevalente em idosos, passa a ser diagnosticada com maior frequência em faixas etárias mais jovens. Embora os dados nacionais ainda mostrem maior concentração da doença em idosos, estudos recentes indicam crescimento de casos em adultos jovens, associado principalmente ao estilo de vida moderno.

De acordo com o cardiologista Elzo Mattar, a hipertensão é uma condição que afeta milhões de pessoas e que, por ser silenciosa, pode trazer sérias complicações caso seja negligenciada.

Para o profissional, um dos maiores perigos da hipertensão é justamente a ausência de sintomas. “A pressão alta não dá sinais e, quando eles aparecem, já são secundários às complicações, como infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral”, relata.

Ele explica que o estresse, má qualidade do sono e doenças como diabetes são condições que aumentam a probabilidade de desenvolver hipertensão.

Conforme Mattar, apesar do risco de desenvolver hipertensão aumente após os 40 ou 50 anos, a pressão alta tem surgido cada vez mais cedo, impulsionada pelo sedentarismo, alimentação inadequada e excesso de peso. Desse modo, o cuidado deve começar muito antes, já que a doença pode aparecer em qualquer fase da vida.

Para o médico, tratar a pressão não é apenas controlar um número, mas sim prevenir eventos graves e preservar a qualidade e o tempo de vida.

MUDANÇA NO PERFIL ETÁRIO


Segundo Adriana, essa mudança no perfil etário ocorre porque os fatores de risco passaram a surgir mais cedo. “Estamos observando pacientes cada vez mais jovens com pressão alta, e isso é consequência direta de uma rotina marcada por má alimentação, sedentarismo, estresse e sono inadequado. O organismo responde a esses fatores elevando a pressão arterial de forma progressiva”, afirma a especialista.

Como efeito, a exposição prolongada à pressão elevada ao longo da vida aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares precoces.

A gravidade da situação é ampliada pelo fato de que a hipertensão é, na maioria dos casos, assintomática, o que impede o diagnóstico precoce e favorece a progressão silenciosa da doença. Como consequência direta, milhões de brasileiros convivem com níveis elevados de pressão sem saber, permitindo que o problema avance até provocar danos estruturais aos vasos sanguíneos, endurecimento das artérias e sobrecarga do coração. “A hipertensão é chamada de doença silenciosa justamente porque pode evoluir por anos sem sinais claros. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes o paciente já apresenta alguma complicação”, alerta Adriana.

Esse processo leva a uma cadeia de efeitos clínicos: a pressão elevada danifica os vasos, o que compromete a circulação e aumenta o risco de obstruções, resultando em infarto e AVC; ao mesmo tempo, sobrecarrega o coração e pode levar à insuficiência cardíaca; além disso, prejudica os rins, favorecendo a insuficiência renal. Como resultado, a hipertensão se consolida como um dos principais fatores de mortalidade no país.

Apesar desse cenário, o controle da doença é possível e gera impacto direto na redução dessas complicações. A adoção de hábitos saudáveis atua na causa do problema, reduzindo a pressão arterial, enquanto o tratamento medicamentoso controla seus efeitos no organismo. “O tratamento é eficaz quando o paciente entende que a hipertensão exige cuidado permanente. Controlar a pressão significa evitar complicações graves e garantir qualidade de vida”, reforça a cardiologista.

Diante desse contexto, o aumento consistente dos casos nas últimas décadas, somado ao início mais precoce dos fatores de risco, evidencia uma relação clara de causa e efeito entre estilo de vida e hipertensão. Isso torna o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão um momento estratégico para alertar que, embora silenciosa, a doença tem origem conhecida, evolução previsível e, principalmente, pode ser evitada e controlada com diagnóstico precoce e mudança de hábitos.

PREVENÇÃO
 
Ainda segundo Mattar, a partir dos 20 anos de idade, recomenda-se medir a pressão pelo menos uma vez ao ano. No caso de paciente com fatores de risco como obesidade, sedentarismo, estresse, consumo inadequado de álcool e histórico familiar, ele orienta medir a cada seis meses.
 
“A hipertensão não tratada pode causar danos progressivos em vários órgãos, e de forma silenciosa. Você pode estar bem, assintomático, mas, aos poucos, a pressão alta vai danificando seus vasos sanguíneos, seu coração, rins, cérebro, comprometendo a sua saúde e reduzindo seus anos de vida. O rápido diagnóstico e o tratamento adequado revertem os riscos”, ressalta.

PRÉ-HIPERTENSÃO

O Dia Nacional, celebrado neste domingo, 26, é importante também para que as pessoas se lembrem de uma mudança que impacta no cuidado com a saúde, ocorrida no ano passado. A pressão arterial considerada de risco mudou de patamar. Nova diretriz endossada por três sociedades médicas e divulgada em setembro passou a enquadrar como pré-hipertensão indicadores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120-139 mmHg sistólica e/ou 80-89 mmHg diastólica). A diretriz foi elaborada pelas Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e de Hipertensão.

De acordo com o cardiologista e diretor do IMC, Luciano Miola, a pressão 12 por 8 ainda é considerada normal para as pessoas que não têm comorbidades, como fumo, diabetes e obesidade. "Já para as pessoas com estas comorbidades, 12 por 8 já é considerada pré-hipertensão. O objetivo da reclassificação pelas sociedades médicas é reforçar a prevenção. Nesta fase, sem que a hipertensão esteja totalmente instalada, os médicos devem recomendar mudanças no estilo de vida e, dependendo do risco do paciente, podem até receitar o uso de medicamentos", conclui o cardiologista.

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