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Imagem: Google Street
Adolescente autista tem braço quebrado ao ser agredido e abusado por alunos em escola de Rio Preto (SP)
Segundo a mãe, o menino sofreu chutes, humilhações e importunação sexual durante o recreio
Por Redação
29 de Abril de 2026 às 09:21
Um adolescente, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista e deficiência intelectual, teve o braço quebrado após ser agredido por dois colegas dentro de uma escola estadual em São José do Rio Preto. O caso aconteceu durante o intervalo escolar e foi registrado na Polícia Civil.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a mãe da criança procurou a delegacia para relatar que o filho sofreu agressões físicas dentro da unidade de ensino, localizada no bairro Jardim Antunes.
De acordo com a denúncia, os estudantes envolvidos desferiram chutes no braço do menino, causando uma fratura confirmada posteriormente em atendimento médico. Ele precisou passar por unidades de saúde e teve o membro imobilizado com gesso.
Ainda conforme o registro, os mesmos alunos também teriam praticado atos de constrangimento e humilhação contra a vítima durante o recreio.
A mãe afirmou à polícia que o filho chegou em casa chorando, com dores intensas, e relatou o que havia acontecido. Desde então, segundo ela, o menino demonstra medo e resiste em voltar para a escola.
O boletim aponta ainda que a família contestou uma informação inicial de que a criança teria sofrido uma queda, sustentando que o próprio aluno descreveu as agressões.
O caso foi registrado como ato infracional análogo a lesão corporal e importunação sexual. A Polícia Civil vai apurar os fatos e eventuais responsabilidades.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual da Educação informou que abriu apuração interna e analisa imagens das câmeras de segurança da escola para identificar os envolvidos. Segundo a pasta, os responsáveis pelos alunos foram convocados para uma reunião nesta terça-feira, dia 28, quando serão definidas medidas pedagógicas e disciplinares.
O caso também será registrado no Programa Conviva SP, com oferta de acompanhamento por meio do projeto Psicólogos nas Escolas. A secretaria afirmou ainda que repudia qualquer forma de violência e segue acompanhando a situação em conjunto com a rede de proteção.
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