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Imagem: Reprodução/Instagram
Irmão de Virginia Fonseca se pronuncia após condenação: “O importunado fui eu”
William Gusmão se manifestou nas redes sociais nesta quinta-feira (9/7)
Por Katharine Alves
10 de Julho de 2026 às 10:20
William Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, se pronunciou nas redes sociais após ser condenado por importunação sexual pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Em um vídeo gravado nesta quinta-feira (9/7), ele afirmou que a vítima estava mal-intencionada no momento do ocorrido e garantiu que não encostou a mão nas partes íntimas de Rauriceia Martins da Costa.
“Tem tanta coisa errada! Em primeiro lugar, nunca vai existir uma mão minha na bunda dela, porque eu nunca encostei na bunda dela e nunca fiz isso em toda a minha vida. Mas ela continua dizendo que eu botei a mão na bunda. O que aconteceu? Ela pediu para tirar foto comigo, botei a mão nas costas dela. Ela falou: ‘Essa foto não ficou boa’. Pediu outra foto, tirei outra foto. As minhas mãos nas costas dela. Ela falou: ‘Outra foto’. Tirei três fotos com essa menina. Fui para um canto com um amigo. Ela voltou com uma menina filmando atrás dela e começou a xingar a minha mãe e a minha irmã do nada. Percebi que a menina era muito maldosa e queria alguma coisa de errado comigo. Ela sumiu porque eu não fiz nada. Ela queria que eu tivesse feito alguma coisa física com ela”, iniciou ele no post compartilhado no story do Instagram.
William falou que foi envolvido em uma possível armação. “De repente, ela volta do nada e entra na minha frente. Na hora em que eu vi do lado, uma outra menina, que eu acho que era namorada dela, estava filmando à distância. Tomei um susto. Ela botou o rosto na minha frente, querendo pegar um beijo. Meteu o rosto dela na minha frente. Assustei e fugi. Na terceira vez falei para o meu amigo: ‘Vamos embora porque essa menina está mal-intencionada’. Não é que ela volta de novo, com a mesma menina filmando, vindo para me abraçar? Tem um vídeo em que eu estou com os dois braços abertos. Ela queria um contato físico comigo.”
“Ela começa a xingar a minha mãe e irmã de novo. Ela estava tentando uma agressão física. Só que ela não conseguiu porque eu percebi a maldade dela. Depois ela voltou de novo e de novo. Ela tentou tirar alguma coisa de mim. Eu estava com os dois braços abertos porque não queria tocar nela”, acrescentou ele.
O irmão de Virginia afirmou que ele é a real vítima da história. “O mais louco da situação é que estava cheio de segurança no local. A pessoa que é importunada sexualmente, a primeira coisa que vai fazer é gritar para o segurança. Ela nunca fez isso. Estava preocupada só em gravar e mandou para o Leo Dias as gravações. Não está estranho para uma mulher que sofre importunação sexual não ter feito nada, não ter gritado e, de repente, o vídeo estar no Leo Dias, um vídeo em que eu não estou fazendo nada e ela está em cima de mim? O importunado fui eu”, declarou.
O processo que condenou William tramita na Justiça desde 2023. De acordo com informações obtidas por um portal de noticias, os desembargadores entenderam que havia provas suficientes para condená-lo por um dos dois casos de importunação sexual descritos na denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO). Em relação ao segundo fato, a absolvição foi mantida.
Entenda os episódios investigados
A denúncia do Ministério Público de Goiás apontava que William teria praticado dois atos distintos de importunação sexual durante a festa “Revoada”, realizada em 2 de abril de 2023, em Jussara (GO). O Tribunal analisou cada episódio separadamente e chegou a conclusões diferentes.
O primeiro fato, que resultou na condenação, aconteceu quando Rauriceia pediu para tirar uma foto com William. Segundo o relato da vítima, ela o abraçou para a fotografia e, enquanto uma amiga registrava um boomerang, o empresário teria colocado a mão por dentro da calça dela e tocado suas partes íntimas sem consentimento.
Já o segundo fato teria ocorrido pouco tempo depois, na área onde estavam estacionados os veículos. Conforme a denúncia, William teria se aproximado de Rauriceia sob o pretexto de procurar um amigo e, durante o contato, voltado a colocar as mãos por dentro da roupa dela. A vítima afirmou que, diante da situação, Juliana questionou o empresário dizendo: “até que horas você vai enfiar a mão na roupa dela?”.
Em seguida, segundo o relato, o casal decidiu gravar uma eventual nova abordagem e procurou um segurança para denunciar o ocorrido. Apesar das alegações, os desembargadores entenderam que não havia provas suficientes para comprovar esse segundo episódio. Por esse motivo, mantiveram a absolvição em relação a esse fato e limitaram a condenação apenas ao primeiro ato descrito na denúncia.
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