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Terremoto de magnitude 7,1 atinge Japão, derruba prédios e deixa mortos e feridos
Premiê Sanae Takaichi disse que cidades no sul foram atingidas com 'intensidade máxima' e confirmou vítimas e danos. Ao menos 50 foram hospitalizados. Um alerta de tsunami chegou a ser emitido, porém foi cancelado horas depois. Tremor foi sentido até na Coreia do Sul.
Por Redação
28 de Julho de 2026 às 09:31
Umterremoto com magnitude 7,1 atingiu o Japão nesta terça-feira (28) e deixou mortos e dezenas de feridos na província de Kumamoto, no sul do país.Segundo autoridades locais, o tremor causou danos a prédios e casas, com registro de desmoronamentos. O número de feridos está estimado em 50, até a última atualização desta reportagem.
O incidente mais grave ocorreu no shopping Aeon Mall, em Kashima, atingido por uma forte explosão após o terremoto. Imagens aéreas mostram que a estrutura desabou parcialmente. A imprensa japonesa informou queo incidente deixou diversos mortos, sem especificar quantos.
A emissora NHK relatou que há de 20 a 30 trabalhadores desaparecidos no shopping. Mais cedo, a polícia de Kumamoto disse acreditar que há "um número considerável" de mortos no local e que possivelmente há pessoas presas sob os escombros.
Como foi o tremor
O terremoto teve seu epicentro em terra próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, no sul do país, segundo a Agência Meteorológica japonesa (JMA, na sigla em inglês).
O tremor teve profundidade de apenas 10 km, considerado muito próximo à superfície, e foi acompanhado de quatro tremores secundários de magnitudes 4,4 a 5,6.
O terremoto japonês foi tão forte que foi sentido até na Coreia do Sul, com relatos de pequenos tremores em Incheon, vizinha da capital Seul, segundo a agência sul-coreana Yonhap.
Alerta de tsunami foi cancelado
Um alerta de tsunami para ondas de 1 metro foi emitido pela JMA logo após o terremoto, porém foi cancelado cerca de duas horas depois por autoridades meteorológicas japonesas e dos EUA.
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado ao longo do "Anel de Fogo", uma região de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico, o Japão é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior no mundo.
Destruição, mortes e feridos
Uma explosão foi ouvida no shopping Aeon Mall, na cidade de Kashima, durante o terremoto deixou mortos e feridos, com pessoas presas no local e possivelmente sob escombros, segundo autoridades e a mídia japonesas. Imagens aéreas mostraram que o shopping ficou parcialmente destruído.
A emissora pública NHK afirmou que ao menos 50 pessoas foram levadas a um hospital. Ainda não havia um balanço de pacientes internados em outros hospitais japoneses.
O governo japonês disse que estabeleceu uma força-tarefa de emergência para responder aos danos causados pelo terremoto e coordenar o resgate com os governos locais.
Alertas de emergência de terremoto foram emitidos para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki —todas em Kyushu—, onde milhares de casas ficaram sem energia.
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