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Imagem: Arquivo pessoal
Mulher encontrada esquartejada lutava contra dependência química desde os 13 anos
Mãe de três filhos, Amanda da Silva, de 30 anos, era lembrada pela família pela vaidade, fé e carinho com as crianças
Por Beatriz Santos - G.I.
19 de Agosto de 2026 às 09:36
Amanda da Silva, de 30 anos, era mãe de três filhos, de 4, 5 e 7 anos, vaidosa e muito ligada à família e à fé. Natural de Jandira, na Grande São Paulo, ela morava havia cerca de sete anos em São José do Rio Preto (SP).
Amanda estava desaparecida desde 19 de julho, quando saiu da casa da prima, no bairro Solo Sagrado, e disse que voltaria em pouco tempo. O corpo foi encontrado oito dias depois, na manhã de 27 de julho, dentro de uma lixeira no bairro Parque Estoril.
A identificação foi confirmada pela Polícia Civil nesta terça-feira (18), 22 dias após o corpo ser localizado, por meio do cruzamento de informações e de exames periciais realizados com material fornecido pela família.
A irmã, Ingrid Silva, conta que Amanda era muito ligada aos filhos e procurava saber deles mesmo durante os períodos de recaída.
“Ela ligava todos os dias. Queria sempre saber dos filhos. Mesmo quando estava sem celular, arrumava um emprestado só para saber das crianças”, contou.
Segundo a família, Amanda não vivia em situação de rua. Ela tinha onde morar e também passava alguns períodos na casa de amigos. Ingrid também lembra do cuidado que a irmã tinha com a aparência.
“Ela sempre foi muito limpa e vaidosa. Estava sempre maquiada, com as unhas pintadas e usando brincos”, disse.
Uma vida de tentativas
Amanda enfrentava a dependência química desde os 13 anos e, segundo a família, passou por períodos de tratamento e recaídas.
A prima com quem morava em Rio Preto era uma das principais pessoas que a acompanhavam. Levava Amanda a consultas, à igreja e ajudava nos cuidados com os filhos.
Quando a família soube que uma mulher havia sido encontrada morta e esquartejada na cidade, surgiu o medo de que fosse Amanda. Mesmo assim, os familiares mantiveram a esperança até a confirmação.
Ingrid participou do processo de identificação e forneceu material biológico para os exames.
“Eu só queria entender por que ele fez uma maldade tão grande com a minha irmã. Ela não merecia terminar assim”, lamentou.
Amanda deixa a mãe, quatro irmãos e três filhos. Parte da família mora em Barretos, onde deve ocorrer o velório.
O açougueiro Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, permanece preso temporariamente e é apontado pela Polícia Civil como autor do crime.
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