Hemocentro alerta para estoque crítico de cinco tipos sanguíneos
Doe sangue!
Por Redação
24 de Agosto de 2026 às 09:43
Todos os dias, pacientes que passam por cirurgias, tratamentos contra o câncer, atendimentos de emergência e outras situações de saúde dependem de um recurso que não pode ser fabricado em laboratório: o sangue. Em Rio Preto, o Hemocentro enfrenta atualmente uma queda nos estoques e faz um apelo pela participação de doadores.
De acordo com Gabriele Aparecida Borges Zanato, enfermeira líder da captação do Hemocentro de Rio Preto, cinco tipos sanguíneos estão em nível crítico: O-, O+, A-, A+ e B-.
“Essa situação exige atenção e mobilização para a captação de novos doadores e a manutenção dos estoques necessários ao atendimento hospitalar”, explica Gabriele.
Para manter uma reserva considerada segura e atender à demanda das unidades de saúde, o Hemocentro busca alcançar uma média de aproximadamente 100 doações por dia. A necessidade, porém, pode variar conforme o consumo e a quantidade de pacientes que precisam de transfusões.
A dificuldade para manter os estoques abastecidos não é exclusiva do momento atual. Segundo Gabriele, fatores relacionados à rotina da população acabam interferindo diretamente na quantidade de pessoas que procuram a unidade para doar.
“Doenças sazonais, mudanças de temperatura, períodos de férias e outros fatores que interferem na rotina da população acabam contribuindo para a redução do comparecimento”, afirma.
Historicamente, maio e agosto estão entre os meses em que o Hemocentro percebe maior dificuldade de captação. O problema é que a redução nas doações nem sempre vem acompanhada de uma queda na necessidade de sangue.
“A demanda transfusional pode permanecer elevada ou até aumentar, gerando um impacto direto nos estoques”, explica a enfermeira.
Por isso, neste período, a unidade reforça as estratégias para atrair tanto quem já tem o hábito de doar quanto pessoas que nunca fizeram uma doação.
Quem pode doar?
De maneira geral, podem doar sangue pessoas com 16 a 69 anos, que estejam em boas condições de saúde e tenham mais de 50 quilos, desde que atendam aos demais critérios avaliados pela equipe.
A primeira doação deve ser feita antes dos 60 anos. Menores de 18 anos precisam estar acompanhados e apresentar autorização do responsável legal, conforme as normas vigentes.
Há situações que podem levar à suspensão temporária da doação, como gripe, resfriado, uso de determinados medicamentos, tatuagens, piercings e alguns procedimentos médicos. Algumas doenças e condições de saúde, por outro lado, podem impedir definitivamente a doação.
Por isso, a recomendação é passar pela triagem antes de concluir que está impedido de doar.
Vacina, tatuagem e piercing
Quem tomou vacina, fez uma tatuagem ou colocou piercing recentemente também deve ficar atento aos períodos de espera. O intervalo varia de acordo com o procedimento ou imunizante e pode ficar entre dois e 40 dias. Em determinadas situações envolvendo tatuagens, piercings e procedimentos, pode ser necessário aguardar seis meses.
“Recomendamos que o candidato entre em contato com o Hemocentro ou passe pela triagem para receber a orientação específica para cada situação”, orienta Gabriele.
Uma doação pode ajudar até quatro pessoas
O sangue coletado não é necessariamente utilizado de uma única forma. Ele pode ser separado em diferentes componentes, permitindo que uma doação contribua para o atendimento de até quatro pessoas.
O Hemocentro de Rio Preto abastece mais de 39 instituições de saúde. Os hemocomponentes são utilizados em tratamentos oncológicos e hematológicos, cirurgias, atendimentos de urgência e emergência e outros procedimentos que necessitam de transfusão.
A unidade destaca que a manutenção dos estoques depende principalmente da regularidade das doações. Isso porque o sangue não pode ser produzido artificialmente e a necessidade existe durante todo o ano.
“A fidelização dos doadores é fundamental para manter os estoques estáveis ao longo de todo o ano. O sangue não pode ser produzido artificialmente e a necessidade de transfusão acontece diariamente”, afirma Gabriele.
Segundo ela, contar com pessoas que doam regularmente permite que o Hemocentro se prepare melhor para períodos em que normalmente há redução na procura e também para momentos de maior demanda hospitalar.
“Não espere alguém próximo precisar”
Para quem tem vontade de doar, mas ainda não tomou a iniciativa por medo ou falta de informação, a orientação da equipe é procurar a unidade e esclarecer as dúvidas.
“Esclareça suas dúvidas e não deixe o medo ou a insegurança impedirem você de fazer a diferença. Não espere alguém próximo precisar de uma transfusão para perceber a importância desse gesto”, afirma Gabriele.
A enfermeira reforça que o candidato deve procurar o Hemocentro, passar pela avaliação e, estando apto, tornar-se um doador voluntário.
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