Aluno de Bady Bassitt conquista intercâmbio gratuito para a Nova Zelândia
Conquista de intercâmbio gratuito
Por Andressa Zafalon - Jornal DHoje · 3 min de leitura
Pedro começou a estudar inglês aos 12 anos, inicialmente sem pensar em fazer um intercâmbio. Quando conheceu o programa, já tinha cerca de três anos de contato com o idioma e passou a direcionar a preparação para o processo seletivo. Ao final da seleção, ficou na 96ª posição entre mais de 400 estudantes participantes, segundo ele.
“Uma coisa era participar de uma seleção; outra bastante diferente foi receber a confirmação de que eu havia sido classificado e, posteriormente, descobrir que meu destino seria a Nova Zelândia”, conta.
A seleção faz parte de um percurso que inclui formação em inglês antes da viagem. Para a turma que fará o intercâmbio em 2027, a Secretaria da Educação selecionou 70 mil estudantes da 1ª série do Ensino Médio para o curso intensivo de inglês. Desse grupo sairão 1.000 alunos que participarão do intercâmbio de três meses em países de língua inglesa, entre eles a Nova Zelândia.
Pedro destaca que o programa representa uma oportunidade mesmo para quem não chega à etapa da viagem. “Durante o processo, tivemos acesso a um ano inteiro de curso de inglês, com uma formação muito boa e voltada justamente para ampliar nossa proficiência. Então, mesmo para quem não chega à etapa da viagem, ainda existe um ganho formativo bastante concreto.”
Nova Zelândia
A viagem de Pedro ainda não tem data definida, mas a previsão é que ocorra no primeiro ou início do segundo semestre de 2027. Durante aproximadamente três meses, ele deverá ficar hospedado na casa de uma família anfitriã e estudar em uma escola local, em uma experiência equivalente ao Ensino Médio.
O intercâmbio é totalmente custeado pelo Governo de São Paulo. O Estado arca com passagens aéreas, hospedagem, aulas, traslados, documentos como passaporte e visto, além de oferecer uma bolsa-auxílio para despesas pessoais. Também há auxílio para os gastos iniciais da viagem.
Para Pedro, a conquista ainda parece difícil de acreditar. “É uma diferença muito grande você ter essa oportunidade e realmente conseguir. Você sente aquela sensação de ‘isso não é real, isso não está acontecendo’. Acho que não vou perder essa sensação até entrar no avião e chegar à Nova Zelândia.”
Apoio da família
A preparação para a viagem também envolve a família. A mãe, Verônica Albuquerque, trabalha na escola onde Pedro estuda, enquanto o pai, Adiel Primo, sempre cobrou dedicação aos estudos. Segundo o adolescente, os dois apoiaram a decisão desde o início. “Quando eles viram essa oportunidade, viram que eu tinha essa chance e me apoiaram mais ainda”, afirma.
A experiência também mudou a maneira como Pedro enxerga as oportunidades oferecidas aos estudantes da rede pública. Para ele, é preciso aproveitar as possibilidades enquanto elas aparecem. “A gente da escola pública não está num mar de grandes oportunidades. A gente tem algumas e precisa lutar por elas. O máximo que podemos fazer é correr atrás dos nossos sonhos, porque não vai ter quem corra por nós”, diz.
Aos colegas que também sonham em estudar fora, a recomendação é direta: “A gente precisa aproveitar o máximo possível o tempo que tem na escola e a oportunidade que é dada para a gente.”