Provão Paulista amplia acesso de alunos de Rio Preto às universidades
Com 15.819 vagas em instituições públicas, avaliação será aplicada nesta quarta e quinta-feira. Professor destaca resultados positivos de estudantes da rede estadual na região
Por Redação · 3 min de leitura
Para o professor de História da Escola Estadual Cardeal Leme, Fábio Renato Faizan, a iniciativa representa um avanço importante na democratização do acesso às universidades. “O Provão Paulista foi a grande revolução das medidas tomadas pelo governo, porque garantiu o acesso dos estudantes da rede estadual ao ensino superior”, avalia.
Uma das particularidades do programa é que os estudantes da rede estadual concorrem entre si pelas vagas destinadas a esse público. Na avaliação do professor, esse formato facilita o ingresso nas universidades públicas. Rio Preto também está entre os oito municípios paulistas que recebem provas de candidatos de outras redes de ensino, reforçando seu papel como polo regional. “A cidade tem uma boa estrutura para receber estudantes que vêm de outras regiões”, afirma.
Na Escola Estadual Cardeal Leme, o envolvimento dos alunos é expressivo. Segundo Faizan, 100% dos estudantes participam do Provão Paulista. A preparação inclui revisões dos conteúdos e resolução de questões de edições anteriores do próprio programa, do Enem e de vestibulares da USP e da Unicamp.
Os resultados já aparecem nas aprovações. Na primeira edição, um aluno da escola conquistou uma vaga em Medicina na Unesp, enquanto outros ingressaram em Odontologia e Biomedicina. No ano passado, duas estudantes foram aprovadas no curso de Direito da USP. A escola também foi a segunda melhor instituição pública de Rio Preto no Enem, ficando atrás apenas de uma escola técnica.
O professor explica que a avaliação tem caráter seriado, com provas na primeira, segunda e terceira séries do Ensino Médio, além de redação na etapa final. Para ele, a escolha dos cursos deve considerar o projeto de vida dos jovens. “É preciso levar em conta a distância, a permanência na cidade, se for estudar fora. Tudo isso é trabalhado ao longo da formação do estudante”, destaca.
As vagas desta edição estão distribuídas entre USP (1.500), Unesp (929), Unicamp (326), Fatecs (10 mil) e Univesp (3.064). Para Faizan, a formação de novos profissionais também pode trazer reflexos para a economia regional. “Isso vai acabar se refletindo na qualidade da mão de obra da cidade e no crescimento econômico”, conclui.