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Imagem: Paulo de Paula
Carnaval deve injetar R$ 50 milhões na economia de Rio Preto, estima Acirp
Previsão financeira com a folia é do Centro de Estudos Econômicos da Acirp
Por REDAÇÃO - Dhoje Interior
12 de Fevereiro de 2026 às 09:38
O Carnaval de 2026 deve injetar R$ 50,4 milhões na economia local de São José do Rio Preto, segundo estimativa do Centro de Estudos Econômicos da Acirp, que considera o impacto do período em setores diretamente relacionados ao consumo e exclui movimentações financeiras ligadas a eventos privados.
De acordo com o levantamento, o maior peso da movimentação se concentra em alimentação, com R$ 27,2 milhões, seguida pelo setor de bebidas, com R$ 15,3 milhões. Na sequência aparecem bares, com R$ 7,2 milhões, e apetrechos, com R$ 600 mil.
A projeção reflete um cenário de expectativa positiva para o comércio e os serviços no período, sustentado por fatores macroeconômicos que ajudam a impulsionar o consumo. Entre eles, o Centro de Estudos Econômicos destaca a estabilização da inflação (IPCA) e a manutenção do emprego, que contribuem para preservar a confiança das famílias e a disposição para gastos típicos de datas.
“Quando a inflação dá sinais de estabilidade e o emprego se mantém, o consumo tende a ganhar tração, especialmente em períodos de forte apelo social e cultural, como o Carnaval. O que essa estimativa sinaliza é a relevância do calendário sazonal para oxigenar a economia local e, ao mesmo tempo, reforçar a importância de um ambiente econômico previsível para que o comércio e os serviços consigam capturar oportunidades e planejar melhor suas operações”, afirma Luciano Impastaro, diretor do Centro de Estudos Econômicos da Acirp.
A nota metodológica do estudo informa que a estimativa foi elaborada com base em microdados públicos disponibilizados pela Receita Federal e pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, além de cálculos estatísticos que consideram faturamento médio por setor, número de empresas e arrecadação de impostos.
“O objetivo do Centro de Estudos Econômicos é transformar dados em leitura prática para o empresário, oferecendo um retrato consistente do que representa, em termos de consumo, um período que mexe com hábitos, circulação de pessoas e demanda por serviços. Ao olhar para variáveis como faturamento setorial, base de empresas e arrecadação, conseguimos compor uma estimativa com lastro técnico, útil para orientar decisões, ajustar estoques, equipes e estratégias de venda, sempre considerando o recorte adotado, que não inclui eventos privados”, explica Adnan Jebailey, economista responsável pelo levantamento.
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