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Imagem: Reprodução Google
Operação mira esquema contra venda de falsos planos da Unimed Rio Preto (SP)
Gaeco cumpre mandados de busca e prisão no RJ contra grupo suspeito de vender contratos inexistentes em todo o país
Por Redação
26 de Fevereiro de 2026 às 09:40
O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta quinta-feira (26/02/2026) a Operação “Cobertura de Papel”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de aplicar golpes por meio da venda de falsos planos de saúde da Unimed Rio Preto.
A ação contou com o apoio do Gaeco do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo as investigações, os suspeitos criaram três empresas de fachada para dar aparência de legalidade ao esquema: a Seven Blue Clube de Benefícios Ltda., com sede em São José do Rio Preto (SP); a Medial Soluções Ltda., em São Gonçalo (RJ); e a Sevenblue Clube de Benefícios Ltda., em Vitória (ES).
De acordo com o Ministério Público, as empresas se apresentavam como corretoras credenciadas pela Unimed Rio Preto e comercializavam planos individuais e coletivos inexistentes em diversas regiões do país, especialmente nos anos de 2024 e 2025. As vítimas recebiam inclusive “carteirinhas” falsas, acreditando estar regularmente seguradas.
O golpe só era descoberto quando os consumidores buscavam atendimento médico e constatavam que não havia qualquer vínculo válido com a cooperativa de saúde.
Ainda conforme a apuração, os investigados exigiam o pagamento de taxa de adesão e de mensalidades, valores que eram quitados pelas vítimas, gerando lucro ilícito ao grupo.
Nesta quinta-feira, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva nas cidades de São Gonçalo e Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. A operação conta com o apoio do Gaeco e de policiais militares fluminenses, responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais.
O nome da operação, “Cobertura de Papel”, faz referência ao fato de que as vítimas jamais estiveram efetivamente cobertas por qualquer plano de saúde válido, apesar da documentação apresentada pelos suspeitos.
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