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Imagem: Reprodução Deic
Suspeito de esquartejar mulher indica o local onde estao as partes do corpo e confessa o crime em Rio Preto
Marciel Dias dos Santos indicou onde havia descartado os membros inferiores da vítima; identidade da mulher ainda não foi confirmada
Por Redação
04 de Agosto de 2026 às 09:33
O açougueiro Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, apontado como autor do homicídio e esquartejamento de uma mulher encontrada morta no último dia 25, confessou o crime e indicou à Polícia Civil, na tarde desta segunda-feira (3), o local onde havia descartado as pernas da vítima.
Segundo a Delegacia Especializada em Investigações de Homicídios (DEIC/DEIC), o suspeito prestou novo depoimento e revelou o ponto exato onde os membros inferiores haviam sido abandonados. Durante as diligências, equipes localizaram as pernas em um bueiro no bairro Estoril. Horas depois, também foram encontrados a panturrilha esquerda e o pé esquerdo da vítima, além da faca que teria sido utilizada no crime. Todo o material foi encaminhado para perícia.
De acordo com a polícia, os novos elementos podem ser fundamentais para a identificação da vítima, que ainda não teve a identidade oficialmente confirmada.
Durante o interrogatório, Marciel admitiu ter matado a mulher. Segundo sua versão, os dois discutiram e entraram em luta corporal. Ele afirmou que a vítima bateu a cabeça durante a briga e morreu. Em seguida, decidiu esquartejar o corpo para ocultar o crime.
O delegado responsável pela investigação, André Amorim, informou que a hipótese de haver outras partes do corpo enterradas no quintal da residência do suspeito foi descartada após buscas realizadas no imóvel.
Histórico de violência
Antes de ser preso pelo homicídio, Marciel já possuía antecedentes relacionados à violência doméstica. Em 2025, uma ex-companheira, de 38 anos, registrou boletim de ocorrência relatando agressões com mordidas, socos e chutes após informar que pretendia voltar a trabalhar fora de casa. O relacionamento durou cerca de três anos e resultou em uma filha, atualmente com três anos de idade.
Na época, a Justiça concedeu medida protetiva e determinou que o investigado participasse de acompanhamento psicossocial. No entanto, em abril deste ano, o Ministério Público o denunciou por descumprir a decisão judicial, após faltar às sessões obrigatórias e não atender às intimações para prestar esclarecimentos.
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